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Adriano Correia de Oliveira
 
Adriano Maria Correia Gomes de Oliveira (n. Avintes, 9 de Abril de 1942 — m. Avintes, 16 de Outubro de 1982).
      "Conheci o Adriano em 64, quando estava em Paris, na altura em que ele ali foi, integrado numa delegação do CITAC. Recordo-me que fomos, com o Manuel Alegre, para a beira do Sena onde pela primeira vez, o ouvi cantar e lhe cantei as minhas músicas.
       Há laços que nos ligam as pessoas, independentemente de elas se verem muito ou pouco e, de facto, o Adriano era um homem por quem eu tinha um grande carinho. Hoje, num pais onde a palavra solidariedade se gastou tanto, fico com a impressão de que, por vezes, nós não lhe sabemos dar o total significado. É essa a impressão amarga que hoje me fica em relação ao Adriano.
       Há pessoas que, independentemente de boicotes e más vontades, conseguem chegar a um ponto onde, para os nomear, já não é necessário pronunciar todo o nome. E quando se pronunciava a palavra Adriano, já toda a gente sabia a quem nos referíamos. Isso era uma prova de que o Adriano era uma pessoa bem viva, neste país onde aqueles que mais uivam por vezes mais parecem uns mortos adiados, o que não era, nem é, o caso deste amigo, que nos ficará para sempre na memória."
                                                                                                      Luís Cília.
 
Intérprete do Fado de Coimbra e elemento da geração de cantores da resistência ao Estado Novo, conhecida como música de intervenção chegando também a actuar com Zeca Afonso nos tempos do TEP (Teatro Experimental do Porto), cresceu no seio de uma família tradicionalista católica. Concluído o ensino liceal no Porto foi para Coimbra em 1959, estudando Direito. Foi repúblico na Real República Ras-Teparta, solista no Orfeão Académico de Coimbra, fez parte do Grupo Universitário de Danças e Cantares e do Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra e tocou guitarra no Conjunto Ligeiro da Tuna Académica de Coimbra. Pouco depois editava o primeiro EP, acompanhado por António Portugal e Rui Pato lançando, em 1963, o seu primeiro disco de vinil, Fados de Coimbra, que continha Trova do vento que passa, balada fundamental da sua carreira, com poema de Manuel Alegre, transformado numa espécie de hino do movimento estudantil de contestação ao regime.
Militante do Partido Comunista Português, a partir da década de 1960, envolveu-se nas greves académicas de 1962 e concorreu à Direcção da Associação Académica de Coimbra, numa lista apoiada pelo Movimento de Unidade Democrática (MUD).
Em 1967 gravou o vinil Adriano Correia de Oliveira, que entre outras canções tinha Canção com lágrimas.
Quando lhe faltava uma disciplina para terminar o curso de Direito, trocou Coimbra por Lisboa, trabalhando no Gabinete de Imprensa da Feira Industrial de Lisboa e como produtor da Editora Orfeu. Em 1969 editou O Canto e as Armas tendo todas as canções poesia de Manuel Alegre. Nesse mesmo ano ganhou o Prémio Pozal Domingues. No ano seguinte sai o disco de vinil Cantaremos e em 1971 Gente d'Aqui e de Agora, que marca o primeiro arranjo, como maestro, de José Calvário, que tinha vinte anos. José Niza foi o principal compositor neste disco que precedeu um silêncio de quatro anos, recusando-se Adriano a enviar os textos à Censura.
Em 1975 lançou Que Nunca Mais, com direcção musical de Fausto e textos de Manuel da Fonseca. Este vinil levou a revista inglesa Music Week a elegê-lo como Artista do Ano.
Fundou a Cooperativa Cantabril e publicou o seu último álbum, Cantigas Portuguesas, em 1980. No ano seguinte, numa altura em que a sua saúde já se encontrava degradada, rompeu com a direcção da Cantabril e ingressou na Cooperativa Era Nova. Em 1982, com quarenta anos, num sábado, dia 16 de Outubro, morreu em Avintes, nos braços da mãe, vitimado por uma hemorragia esofágica.
 
(fonte: wikipédia e http://adriano.esenviseu.net/index.asp
Para saber mais e em especial sobre a sua obra consulte a wikipedia em português.
 
"Margem Sul" e reeditado com o nome de "Adriano Correia de Oliveira" (1967)
(LP- Orfeu SB 1018)
 

 
 
 
 
 
 
 
 
Este LP é com 12 canções, contém 3 com música de Luis Cilia, a saber:
"Canção Terceira"
"Sou barco" 
 "Exílio".
 
O sucesso das interpretações de Adriano (cujos discos foram editados em Portugal no antes 25 de Abril ao contrário da obra original do Luis Cília),foi importante e único pois contribuiu para divulgar a obra do Cília, aos portugueses durante o fascismo. Só depois de Abril é que foi editado em Portugal o disco "Meu País" do Luis o qual continha estas canções cuja gravação original datam de 1964.

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Adriano Correia de Oliveira (Espanha)
 

 

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