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Caixa de texto: na opinião ...    dos leitores do site

 

Caixa de texto: luis cilia

Caixa de texto:  mais de 45 anos de música

 

Acabo de ver a entrevista do Luís na RTP2, publicada no Facebook. E lembrei-me. Em 1970, mais ou menos organizei, como presidente do Ateneo, um espectáculo em Poitiers (França) com o Luís e o Paco Ibañez. Gostei de ter notícias dele e saber qual era a sua vida.

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O espectáculo aludido decorreu em 1970, -se a memória não me falha- e fui eu que o organizei na minha qualidade de estudante de português e de presidente da associação cultural dos estudantes de espanhol e português da Universidade de Poitiers, o "Ateneo". Nos mesmos anos organizei outros espectáculos com Zéca Afonso, José Mário Branco, F. Fanhais, Orfeão de Coimbra, Vitorino, Janita, Paco Ibañez… e conferências com escritores, Mário Soares…. Numa das fotos que vou mandar, aparece o meu amigo Jorge Campinos, que na época era prof. de Direito em Poitiers e que conhecia o Luís, desde os tempos de Angola ou da viagem de regresso, não tenho a certeza. O Jorge Campinos -que na época apresentei a Mário Soares- chegou a ser ministro depois do 25 de abril e dirigente do PS; ele morreu há uma dezena de anos num desastre de viação na África do Sul. Não me lembro exatamente como ouvi falar do Luís, mas acho que foi através dum artigo da revista "Africasia" que na época falava muitas vezes das colónias portuguesas. O espectáculo em Poitiers não correu da melhor maneira por causa dum "cantor" espanhol desconhecido -e que justamente se manteve assim- que passou antes do Luís e que "aqueceu" o público com espanholadas e bate-palmas, o que não condizia bem com a música e o estilo do Luís.

Mais tarde, durante a minha carreira docente, cheguei a utilizar canções do Luís nas minhas aulas.

Tenho a impressão que no fim dos anos 90, cruzei-me com ele a empurrar o carrinho nas Amoreiras em Lisboa, olhámo-nos, hesitei mas não me atrevi a ir falar com ele; hoje estou arrependido, mesmo se fosse outro, não custava nada….

 

Remi Rousseau

(Traducteur Interprète Langue portugaise Expert assermenté près la Cour d'Appel de Limoges, La Tuilière- Neix
19190 Lanteuil - França, janeiro de 2012)

 

as fotos que este amigo partilhou (Remi Rousseau, de óculos, encontra-se ao lado do Luis em duas destas fotos):

Bom dia,
Descobri recentemente o site dedicado ao Luís Cília, numa pesquisa que fiz sobre o autor e queria dar-lhe os parabéns pelo seu trabalho dedicado e desinteressado em memória de uma das melhores obras da música portuguesa.
Quando o Luís Cília começou a gravar discos estava eu a nascer, mas lembro-me de ouvir frequentemente as "duas melodias" com cerca de quatro anos em casa do meu pai. Bastante mais tarde descobri mais a sério a sua obra através da compra de todos os seus discos (alguns bem caros e pagos com sacrifício, diga-se).
Hoje o Cília é para mim uma figura incontornável da cultura portuguesa, que não pode e não deve ser esquecida.
Muito interessante seria tentar motivar o Luís Cília para um espectáculo, ou mesmo para a gravação de um disco novo.
Mais uma vez os meus parabéns.
Cumprimentos.
Paulo Navarro

(agosto 2008)

 

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É uma pena que esta fantástica obra não chegue a toda a gente, mas cada um vai fazendo o que pode para a divulgar.
Pode ser que um dia tenha a sorte de ouvir estas canções cantadas ao vivo pelo Luis Cilia, são tão actuais, mesmo sendo antigas.
Um grande abraço.

Paulo Navarro

(agosto 2008)

 

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De nada valem as palavras comparadas com a obra. Muitos anos de luta e consciencialização. Foram as canções de Luís Cília que me "acordaram" pelos anos 70. Nunca mais me deu o sono.

Desejaria que todos os seus trabalhos fossem publicados novamente, e não sou eu só que o desejo, mas desta vez em CD.

Obrigado Luís

Rui Alegre

(agosto 2009)

 

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Adoro as suas letras.
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Jorge Correia

(outubro 2009)

 

Gosto particularmente do trabalho  Peso da Sombra e também do trabalho do Luis Cília num album tantas vezes esquecido que é o Corsária da Né Ladeiras, está muito à frente do que se fazia na altura.

Grande abraço,

 

Joaquim Fontes

www.radioetiopia.podomatic.com

(outubro 2009)

 

 

Há já um tempo que penso em escrever-lhe para deixar um comentário sobre a página que mantém, na internet, sobre o Luís Cília.

Gostaria de lhe dar os parabéns pelo trabalho que tem desenvolvido, e  agradecer pelos bons momentos que a sua página me tem proporcionado.

Confesso, também, que já tenho todas as músicas que disponibilizou no YouTube no meu telemóvel. Depois de tantos anos à procura da música do LC, sabe bem estarem comigo, a qualquer hora e em qualquer lugar.

Abençoada a hora em que tomou esta iniciativa.

 
Melhores cumprimentos,
Lisete Alves

(novembro 2009)

 

 

 

Abri la pagina de Luis Cilia, porque soy una amante de  su musica, yo lo tenia en discos long play pero ya no los tengo ni hay donde escucharlos. Como  puedo obtener  musica de él y  grabarla

Aqui hay descendientes de portugueses  que les interesa obtenerla

y tambien yo. Cuales serian los pasos a seguir?

 

Gracias 

 

Maria Fabre

(Montevideu, março 2010)

 

 

 

"Acerca de "Marginal"

 

Bom dia...

Resido na Bélgica há cerca de 39 anos… Até inicio dos anos noventa, o meu único contacto com a música portuguesa era feito através dum programa semanal de uma hora que passava numa das rádios nacionais… Desse programa, gravei cuidadamente ao longo dos anos, várias cassetes: compilação de inúmeros artistas que na maior parte dos casos, só viria a descobrir a identidade com o passar dos anos…

 

Porém, 2 canções haveriam de permanecer teimosamente ao longo de quase 26 anos sem a devida identificação… Ia passando o tempo, ia crescendo o meu conhecimento da música e dos músicos portugueses (assim como a minha “colecção” de álbuns de musica portuguesa), ia crescendo igualmente a minha frustração acerca das tais duas misteriosas músicas que permaneciam “sem dono”! Qualquer músico das décadas de 60, 70 e 80 que não conhecesse era passado ao “crivo”… Quantas contracapas de CD’s foram escalpelizadas na esperança que lá fosse descoberto um título que sugerisse uma das tais canções… Quantos CD’s não foram ouvidos brevemente nas lojas de musica, aquando das férias de verão, quantos trechos musicais não foram analisados na internet… ano após ano… sempre com o mesmo insucesso… Seria o autor daquelas canções, um daqueles artistas efémeros que o tempo rapidamente se encarrega de condenar ao esquecimento…??

 

Há cerca de um ano, voltei a ler e reler o livro “Os Melhores Álbuns da Musica Popular Portuguesa _ 1960-1997” editado em 1998 pelo jornalPúblico com a colaboração da FNAC. Nas páginas 36 e 37, deparei-me uma vez mais com um certo Luís Cília e seu álbum “o Guerrilheiro”… Que estilo de música cantaria este Luís Cília? Que timbre teria a sua voz? Porquê, nunca antes, lhe tinha dado a devida atenção? Naquele instante, como nunca antes tinha acontecido, fiquei convicto, como se duma revelação se tratasse, que a minha busca estava perto do fim… Ainda não tinha encontrado os títulos das duas canções misteriosas nem o álbum que as continha, mas uma coisa era evidente, mesmo sem nunca o ter ouvido cantar outras canções, era de Luís Cília aquela voz misteriosa: mais olhava para a fotografia da pagina 36 e mais ficava convencido que era ELE! Uma rápida busca na internet leva-me a este site dedicado ao Luís… Fico boquiaberto perante tamanha discografia… Como pode eu desconhecer um artista com tamanha obra?... Uma rápida pesquisa nos álbuns editados nos anos 80 e fico atónito perante o alinhamento do álbum “Marginal” (1981)… “Romance do Lulu do Intendente” e “Como És Belo Meu Portugal”… nem foi preciso ouvir os trechos musicais… aí estavam as minhas 2 velhas canções misteriosas… não foi só alegria que senti, mas também euforia… 26 anos não deixa de ser muito, muito tempo…

 

Depois veio a esperada desilusão… “Marginal” nunca foi reeditado em CD, assim como quase toda a obra de Luís Cília… Portugal… tão grande em tantas coisas e tão pequeno em tantas outras! Fiel “adepto” da loja on-line “CDGO.com” (para quem vive longe de Portugal, não deixa de ser uma loja barata, apresentando varias vezes algumas raridades discográficas), nunca deixo, quando por lá passo, de ir ver se algum “milagre” acaba de acontecer quando, na zona de pesquisa, escrevo o nome “Luís Cília”

 

Sidónio Peixoto.

(Bélgica, maio de 2010)

 

 

Conheci o Luís Cília ,na minha juventude quando frequentamos o Liceu Salvador Correia em Luanda e nos juntávamos-nos  num café em frente da casa dele no Bairro do Café.
Mais tarde voltei a encontrá-lo em Lisboa na Casa dos Estudantes do Império no ano em que foi fechada pela Pide. Não voltei a estar com ele, mas seguia através das notícias  o seu percurso como cantor.
Mas nunca tive oportunidade de possuir os seus discos :Mesmo depois do 25 de Abril não se fez a divulgação
da sua música como seria justo. Só agora consegui ,através do vosso site ter uma descrição detalhada
do seu percurso notável do cantor, do homem e cidadão de Portugal e do Mundo.
É pena que não haja uma maior divulgação do seu trabalho, que não tem
tido a visibilidade merecida . Não tenho conseguido adquirir o registo dos seus discos em Portugal.

Os meus parabéns pelo vosso site
Um abraço para o Cília

Frederico Silvestre

(setembro de 2010)

 

 

Luis Cilia vino a tocar a mi ciudad, Valladolid, cuando yo era pequeño, hace más de treinta y cinco años. La radio local regaló discos suyos y en una rifa del colegio, uno de ellos le tocó a mi hermano.
Sin saber nada de portugués he escuchado durante años ese disco, Memória, que era dulce y valiente. Aquel disco de vinilo ya no puedo escucharlo y añoro de manera especial la canción que da nombre al disco, "memória". Otras canciones he conseguido descargarlas de internet y hace algunos años que fui a Portugal conseguí un disco en Cd de Luis, pero era todo instrumental. Ayer escuché el inicio de memória en vuestra página web, pero me falta más de la mitad.
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...Muchas gracias por la respuesta y por tu ayuda.

Carmelo Alonso Temiño

(Espanha, Valladolid, junho de 2011)

 

 

Conheci o Luis Cília, em Luanda, (nasci lá), devia ter uns 9 ou 10 anos, era alto e magrinho, demonstrando já ter uma vincada personalidade! Nunca mais o vi, no entanto ao ver no site suas fotos de barba, achei que estava ali o jovem que conheci!

Não acompanhei o seu percurso em pormenor, pois tive uma vida com muitas preocupações e muito atribulada… mas de vez em quando falava com um amigo meu de medicina, Sérgio Veríssimo que me ia contando várias actividades relacionadas com o Luis.

Foi um homem espectacular, um Português que soube o que queria e que levou o nome de Portugal a vários cantos do Mundo! As suas músicas são lindas e a particularidade de escrever o Avante ultrapassa tudo…

Também conheci Manuel Alegre quando fui a Paris em férias de 1963 e 1964, eu também lá estava, assim como a Helena Pato e o Noales que o Luis deve ter conhecido. O Noales já estava doente e passado pouco tempo veio morrer em Portugal…. com uma autorização especial da Pide….

Digo portanto com todo o orgulho que Luis Cília foi um Grande Português.

 

Nina Ponces

(setembro de 2011)

 

Tenho 57 anos e posso dizer, seguramente, que foram as canções do Cília que despertaram a minha consciência política, no tempo em que a imprensa - rádio, televisão e jornais - estava amordaçada pelos algozes do lápis azul.Conheci toda a obra do Luís Cília pela voz de um amigo meu, já desaparecido, o Luís Campos que, de viola em punho, interpretava as canções proíbidas no recreio da Escola Comercial Ferreira Borges e em excursões que eram organizadas pelo prof. de Religião e Moral, o padre Eugénio, a Fátima. Lembro-me, como se fosse hoje, no crepúsculo da tarde, na praia da Nazaré, o Luís Campos cantar o "Sou Barco". Tal lembrança causa-me um arrepio terrível.

Quero saudar de uma forma calorosa o Luís Cília e agradecer-lhe o exemplo notável que nos legou.Pelo seu percurso de vida, ele é, sem qualquer dúvida, uma referência para todos os homens livres.

António Gomes

(outubro de 2011)

 

Luís Cília e suas maravilhosas canções são parte da história da luta contra o fascismo em Portugal. Tenho divulgado em materiais didáticos que escrevo para jovens: as letras, agora vídeos e o site.

 

Ronilde Rocha

(professora e autora de didáticos de História, São Paulo, Brasil, dezembro de 2011)

 

 

Caixa de texto: Pintura de Helena Vieira da Silva dedicada a Luís Cília