1a – Meu país

excerto da canção

 

 

 

(na edição de 1970 este poema não é completamente interpretado como na versão original, tendo sido excluída a parte final do mesmo ( termina em "...Nada pode calar o nosso riso aberto"))

 

 

Meu país meu pais

Do céu límpido calmo

De campos cultivados

De praias e montanhas.

 

É para ti meu canto

A minha esperança.

 

Ouço a tua voz triste

Oh, meu país sem culpa

Ouço-a nos dias mornos

No amanhecer cinzento.

 

E é para ti meu canto

A minha esperança.

 

Meu país onde a traição domina

E o medo assoma nas encruzilhadas

Meu país de prisões e covardias

E de ladrões de estradas.

 

Meu país de operários

Cavadores, marinheiros

Meu país de mãos grossas

Plebeu, sensual, resistente.

 

É para ti meu canto

A minha esperança.

 

Para ti meu país

Levanto a minha voz sobre o silêncio

Desta noite de angústias

E de medos.

 

Nada pode calar

O nosso riso aberto

Ei-lo que invade

A terra portuguesa

E vozes juvenis formam o coro.

 

Por isso é para ti meu canto

A minha esperança.

 

Já ouço passos,

Vêem na distância

Desfraldando bandeiras e cantando

E é para ti oh! meu país liberto

O seu canto de esperança e claridade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

Poesia de

Daniel Filipe

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Aqui poderá ouvir a versão desta canção inserta no LP "Meu País", 1970