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   excerto da canção: 

 1b Redond/ilha

 

 

 

Meu amor, de madrugada,

quando te perdes me perco;

quando a vida está calada

entre os braços que te cerco

 

renasce o lume e alumia,

faz-se unidade uma idade

em que é noite e paira o dia

sem memória nem vontade.

 

E assim se treme e se trama

a teia do que nos falta:

cada lugar minha cama,

cada cama é lua alta.

 

E de repente aparece

um silêncio entretido

em que já nada apetece.

Em que tudo tem sentido.

 

Contra a terra te deitaste,

fechaste os olhos ao mar:

não há mais céu que se gaste

por tu gostares de o olhar.

 

Nem lume que não aqueça

por sob a chuva molhada.

Areia que não estremeça

como se vida coalhada.

 

Deste à terra o teu calor

e o teu calor dei-to eu:

éramos três, meu amor,

e a chuva que se nos deu.

 

 

Manuel Freire interpretou  “Redond/ilha”, no disco "De volta" e Carlos do Carmo interpretou “Redond/ilha" ao vivo no Olympia .

 

Caixa de texto: "Memória"

 

Caixa de texto: Poesia de
Pedro Tamen

Caixa de texto: luis cilia
 

Canções neste disco:

 

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