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   excerto da canção: 

5b – Sei que me esperas

 

Sei que me esperas lutas e confias

na minha voz subterrânea de combate

na força dos meus gritos de rebate

na coragem das minhas agonias

 

Sei que esperas nas ruas ou vielas

nas aldeias no mar ou nas cidades

em todos os lugares em que haja celas

olhos petrificados de ansiedades

 

Anda comigo, vou falar da esperança

da vida que ainda agora principia

Perde essa amarga e vã desconfiança

toma a minha mão de amigo e confia

 

Anda comigo, eu canto as tuas dores

sou mais poeta sendo teu irmão

Nesta densa floresta sem flores

o sangue e a alma são o mesmo pão

 

Quando as verdades forem as que amamos

no silêncio do nosso pensamento

E a força que nos guia o movimento

ganhar a paz que tanto desejamos

 

Quando rufarem todos os tambores

anunciando a grande cavalgada

e os heróis coroados de flores

cantarem a vitória desejada

 

Vamos colher o trigo semeado

cantar a vida pelos campos fora

a pouco e pouco vai nascer a aurora

e é muito urgente estarmos lado a lado.

 

 

Caixa de texto: "Contra a ideia da violência a violência da ideia"

 

Caixa de texto: Poesia de
João Apolinário

Caixa de texto: luis cilia
 

Canções neste disco:

 

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Caixa de texto: O grupo finlandês Avaruuslintu gravou em 1976, "Sei que me esperas", em finlandês "Tiëdan sä ootat", numa colectânea de 3 discos denominada "Uusi Laulu", dedicada ao canto finlandês. Clique na imagem para ouvir esta interpretação no youtube.