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esta faixa foi reeditada no cd colectânea

6a Portugal resiste

 

(Esta canção foi gravada anteriormente no EP "Portugal Resiste"

O som que pode aqui ouvir é o desta edição)

 

Tiraste-me o direito à vida , mas eu vivo
Mandaste-me prender, mas eu sou livre
Que não pode morrer, não pode ser cativo
Quem pela Pátria morre, e só por ela vive.

Vi os campos florir mas não ouvi
Raparigas cantando em nossas eiras
Nossos frutos eu vi levar e vi
Na minha Pátria as garras estrangeiras

Vi os velhos e os meninos assentados
nos degraus da tristeza vi meu povo cismando
vi os campos desertos, vi partir soldados
sobre o meu povo negros corvos vi pairando

E tu que do pais fizeste a triste cela
Tu que te fechas em teu próprio cativeiro
Tu saberás que a Pátria não se vende
E em cada peito em cada olhar se acende
Este fogo este vento de lutar por Ela.

Tu saberás que o vento não se prende.

E não terás nas tuas mõas de carcereiro
O sol que mora nas canções que nós cantamos
Nem estas uvas penduradas nas palavras
Tu que servis as pretendeste ou escravas

Em silêncios de morte e de convento
Tu ouvirás na língua que traíste
Palavras como o fogo como o vento
Estas palavras com que Portugal resiste

 


 

 

   excerto da canção: 
 

Caixa de texto: "La poésie portugaise de nos jours et de toujours – 3"

 

Caixa de texto: Poesia de
Manuel Alegre

Caixa de texto: luis cilia
 

Canções neste disco:

 

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