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esta faixa foi reeditada no cd colectânea
   excerto da canção: 

8a – Recuso-me

 

 

Recuso-me a ficar amolecido
Tragicamente cilindrado
E muito antes de lutar - vencido
E muito antes de morrer - violado.

Recuso-me ao silêncio e à mordaça
Serei independente, livre e exacto
A verdade é uma força que ultrapassa
A própria dimensão em que combato.

Recuso-me a servir a violência
Embora a minha voz de nada valha
Mas que me fique ao menos a consciência
De que tentei romper esta muralha.

Recuso-me a ter medo e a estiolar
Na concha dos poetas sem mensagem
Que me levem o corpo e a coragem
Mas que fique esta voz para cantar.
 

 

 

 

Caixa de texto: "La poésie portugaise de nos jours et de toujours – 1"

 

Caixa de texto: Poesia de
João Apolinário

Caixa de texto: luis cilia
 

Canções neste disco:

 

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Caixa de texto: O grupo "Cravos na Madrugada"- Brasil, em 2012, interpretou ao vivo  a canção “Recuso-me”.
Clique na imagem para ouvir esta interpretação no youtube.