esta faixa foi reeditada no cd colectânea

8a – Recuso-me

  excerto da canção: 

 

 

 

 

 

Recuso-me a ficar amolecido
Tragicamente cilindrado
E muito antes de lutar - vencido
E muito antes de morrer - violado.

Recuso-me ao silêncio e à mordaça
Serei independente, livre e exacto
A verdade é uma força que ultrapassa
A própria dimensão em que combato.

Recuso-me a servir a violência
Embora a minha voz de nada valha
Mas que me fique ao menos a consciência
De que tentei romper esta muralha.

Recuso-me a ter medo e a estiolar
Na concha dos poetas sem mensagem
Que me levem o corpo e a coragem
Mas que fique esta voz para cantar.
 

 

 

luis cilia

Canções neste disco:

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Poesia de

João Apolinário

 

Caixa de texto: "La poésie portugaise de nos jours et de toujours – 1"

 

  
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aqui poderá ouvir a interpretação do Coro Popular de Espinho para o espectáculo "Era uma vez um país..." na versão levada à cena entre 1979 e 1981. Voz e guitarra: Paulo Barrosa. Harmonização de vozes e direcção do coro: Joaquim Fidalgo.

 

 

 

O grupo "Cravos na Madrugada"- Brasil, em 2012, interpretou ao vivo  a canção “Recuso-me”.

Clique na imagem para ouvir esta interpretação no youtube.