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Discografia:
A discografia de Luís Cília é vasta. Compõe-se por aproximadamente duas dezenas de discos, onde predominam o vinil: LP´s, EP´s Singles e 2 CD’s, sendo um deles de originais. Há igualmente edições de discos em cassete. Luis Cilia participa também em vários discos de festivais ao vivo na Europa. Interpreta essencialmente obras suas, com excepção das obras do cancioneiro português (discos “O guerrilheiro” e o “Cancioneiro”) duas canções traduzidas de George Brassens, e as canções “Povo unido jamais será vencido” do Quilapayun e "Maldita Cocaína" de Almeida Amaral e Cruz e Sousa. Em outros contextos, mas nunca gravados em disco de autor, interpretou outras obras de George Brassens em português, bem como “Grândola Vila Morena”, em colectivo no Festival de Helsínquia. Gravou ainda um disco com samplers para a Sononoton Alemã baseados na música tradicional portuguesa.
1964 -"Portugal-Angola: Chants de Lutte" (França)
1965 -"Portugal Resiste" (França e Itália)
1967 -"La Poésie Portugaise de nos jours et de toujours" nº1 (França e Espanha (1968)
1967 -“O Salto” (França)
1969 -"La Poésie Portugaise de nos jours et de toujours" nº2 (França e Espanha (1973)
1971 -"La Poésie Portugaise de nos jours et de toujours" nº3 (França)
1973 -"Contra a ideia da violência a violência da ideia" (França, Portugal (1974) e Espanha (1975)
1973 -“Meu País” (França e Portugal(1974) reedição melhorada do LP “Portugal,Angola - Chants de Lutte”
1974 -"O guerrilheiro" (Portugal)
1974 -“O povo unido jamais será vencido” (Portugal - duas edições distintas)
1975 -"Resposta" (Portugal e França)
1976 -"Memória" (Portugal, Espanha, RDA , Itália e Bulgária)
1978 -"Transparências"(Portugal)
1980 -"O peso da sombra - A poesia de Eugénio de Andrade" (Portugal)
1981 -"Marginal" (Portugal)
1982 -"Cancioneiro" (Portugal) reedição de “O guerrilheiro” ,com regravação de voz
1983 -"Contradições" (Portugal)
1985 -"Sinais de Sena - A poesia de Jorge de Sena" (Portugal)
1987 -"Penumbra - A poesia de David Mourão Ferreira" (Portugal)
1988 -"A Regra do Fogo - música para bailados" (Portugal)
1995 -"Bailados - música para bailados" (CD - Portugal)
1996 -"La Poésie Portugaise de nos jours et de toujours" (CD- França) colectânea parcial dos 3 LP, homónimos (duas edições).
Outras gravações:
Luis Cília fez ainda outras gravações tendo como inspiração a nossa música popular. Estas gravações foram feitas para a colecção "Authentic Series" da editora Sonoton alemã, num disco dedicado a Portugal. Esta editora editou nesta série discos dedicados a outros países (Espanha, Franlça, Colombia,etc). Clique aqui para saber mais.
Gravações especiaise outras participações:
1978 - “Pretextos Para Dizer”, de Mário Viegas, reeditado em CD pela Orfeu 35001 1993, com o título “Manifesto Anti-Dantas, Mário Viegas no centenário de Almada Negreiros”. A música deste disco é da autoria de Luís Cília. Pode ver sobre este disco mais informação aqui.
Luís Cília participa nos arranjos de uma outra gravação de outros cantores, como:
1983 - Vitorino - "Flôr de la Mar" (Lp e CD 2008) - Arranjos de "Flôr de la Mar I" faixa 12 do CD

1989 - Fausto - "A preto e branco" (CD)- arranjos de sintetizadores na faixa 5 e 9 ("Namoro" e "Carta de um contratado":

1989 - Né Ladeiras - "Corsária" (LP e CD) - Produção e arranjos.

Interpretes de Luis Cília:
1978 - “Devolta” - Disco de Manuel Freire que interpreta unicamente canções de Luís Cília. Neste disco encontra-se uma obra inédita de Luís Cilia: a faixa instrumental “Paisagem II”
Há ainda canções que fez, letra e música, e nunca gravou (exemplo: o Avante Camarada). Esta canção, embora tenha sido gravada originalmente pela cantora Luísa Basto foi depois de abril interpretada por vários agrupamento musicais ("Vozes Livres", "Companheiros"- na etiqueta Roda ; "O Povo" na etiqueta Orfeu, pelas cantoras Maria da Glória, Helena Santos, entre outros)
Por outro lado musicou poemas para outros músicos cantarem (exemplo: fez a música de "Cancion del Esposo Soldado" com poema de Miguel Hernández, para Adolfo Celdran—disco “Al Borde del Principio”.
interpretes (clique no nome para ver página específica):
Adolfo Celdrán (Espanha);
Adriano Correia de Oliveira (Portugal):
Annariitta Minkkinen (Finlândia);
António P. Braga (Portugal);
Arlindo de Carvalho (Portugal);
Avaruuslintu (Finlândia);
Björn Ehrling (Suécia);
Carlos do Carmo (Portugal);(numa homenagem aos autores portugueses)
Conjunto Pentafonia (México (?));
Estudantina Feminina de Coimbra (Portugal); (ouvir no youtube)
Fura Fura (Portugal); (ouvir no youtube)
Grupo 16;
Grupo Coral dos Operários Mineiros de Aljustrel (Portugal);
Grupo Jahrgang 49 (República Democrática Alemã);
Grupo de Música Contemporânea de Lisboa (Portugal);
Grupo "O Povo" (Portugal); (ouvir no youtube)
Grupo "Os Companheiros" (Portugal); (ouvir no youtube)
Grupo "Vozes Livres" (Portugal); (ouvir no youtube)
Helena Santos (Portugal); (ouvir no youtube)
Ivan Nicolai;
João Pinheiro (Portugal); (ouvir no youtube)
Luísa Basto (Portugal):
Manuel Freire (Portugal);
Maria Manoela (Galiza);
Maria da Glória (Portugal);(ouvir no youtube)
Mário Rovira (Portugal);(ouvir no youtube)
Miguel Guedes (Portugal);(numa homenagem a Adriano)
Soledad Bravo (Venezuela);
há ainda uma gravação de uma obra feita por elementos
dos coros da F.C. Gulbenkian e do Teatro S. Carlos
Samplers
DJEstaline (Portugal);
Sam the kid (Portugal) (ouvir no youtube)
Gravações ao vivo em festivais*:
1966 -”Folk Festival 2” Turim (Itália) ;
1967 -”I Festival da Canção de Protesto” Havana Cuba);
1975 - 1 Festival Helsínquia (Finlândia);
1975 - 1 Festival "Alen Mak" (Bulgária);
1976 -” 6º Festival da canção Política” Liedes (ex-RD da Alemanha);
Participou em muitos mais festivais/encontros, p. ex. esteve na RDA np Festival Político de Liedes(1971/72/74/76),no X Festival Mundial da Juventude (Berlim,1973), na Bulgária (1975/76/79) , na “Semana da Canção Ibérica– Paris 1969”, Primeiro Festival da Canção Popular Victor Jara, em Turim, 1977, etc, mas não existem disponíveis gravações dos mesmos. Das suas numerosas actuações ao vivo também não existem gravações (saliente-se que actuou duas vezes no Olympia de Paris, uma a solo (Dezembro de 1974), a outra acompanhada por nomes como os de Angel Parra e de Isabel Parra ou de Pi de la Serra (Junho de 1977).
Edições pouco conhecidas:
Há indicação de um disco EP, editado na antiga URSS (o próprio Luis Cília desconhecia), pela Melodyia (disco azul). Contudo este disco contém canções extraídas de discos originais do cantor (la poesie portugaise de nos jours et de toujours nº3), como por exemplo , "Fala do homem nascido", "Dez reis de esperança" e "Portugal Resiste".
Compilações:
Existem diversas compilações em que uma ou outra canção do Luis Cília está presente. Pode ver algumas delas quer em LP quer em CD na página específica clicando aqui.
Canções apresentadas em espectáculos mas nunca gravadas em disco:
Existem diversas canções/instrumentais, umas em francês outras tradução de canções, e sobretudo originais que o Luis Cília interpretou em espectáculos ao vivo ou em tv, mas que nunca gravou:
- Cristo (poema de Flínto Elísio -meados da década 70)
- Já não podeis ser contentes (texto de Anónimo do séc XVI - final da década 70)
- Les immigrés (finais década 60) - pode ouvi-la aqui
- O ladrão de negro melro (popular Alentejo - início da década 70)
- Ó luar da meia-noite (popular Douro Litoral - início da década 70)
- Pobre Martinho (de George Brassens- início década 70) - pode ouvi-la aqui
- Por quem tanto te amou (poema de Manuel Correia - meados da década 70)
- Prelúdio em Ré Menor (J.S. Bach - final da década 70)
- Razão Prática (poema de Armindo Rodrigues - final da década 70)
- Rendição (poema de Miguel Torga (início década 70)
- Três estudos para viola (Léo Brower:Cuba - Final da década 70)
Obra completa:
Obviamente que ainda há muitas composições do Luis Cilia que não se encontram acessíveis. Luis Cília interpretou nos seus espectáculos canções feitas com base na tradição musical portuguesa, ora gravou para ser editado e por falta de espaço não o foi, muitas outras composições. Para ter uma ideia da sua obra consulte a Sociedade Portuguesa de Autores ou o site da Sociedade Francesa de Autores (SACEM).